Não é de hoje que mentiras são propagadas como sendo notícias, fatos ou história, tanto no meio jornalístico como na comunicação interpessoal. De certa forma, isso facilita com que notícias falsas sejam naturalizadas na sociedade.

Mas é certo que o advento das novas tecnologias e o uso cada vez mais constante de redes sociais têm transformado esse consumo, intensificando o fenômeno das “fake news”. Esse aspecto explica-se por diferentes fatores. Alguns deles: o fluxo de informações é cada vez mais constante, rápido e numeroso e, com isso, a ansiedade gerada e a busca incessante por mais informações sem a preocupação de relacioná-las.

Esse processo acaba por encontrar uma lógica que é de quanto mais consome-se, mais se sabe sobre o mundo. Isso não necessariamente é verdadeiro. Na verdade, o consumo excessivo de informações pode gerar o efeito contrário. E se pensarmos que um número significativo da população brasileira não recebe uma educação para autonomia e criticidade, essa avalanche de informações serve para acúmulo e não embasamento.

Assim, percebe-se que o meio digital acaba por colaborar para uma nova forma de divulgar informações e também é responsável por uma outra maneira de consumo delas. Dessa forma, abrem-se novos canais de diálogos. Mas como, a partir desses canais, podemos trabalhar? É necessário estar atento para o reconhecimento de informações, leitura de notícias e formação de indivíduo para entender qual o nosso papel enquanto sujeito frente a esses novos desafios postos pelas tecnologias.

“Fake news”, vem do inglês, como tradução literal, entende-se “notícias falsas”. O termo é recente, mas esse conceito de divulgação informação falsa vem de tempos atrás. As Fake news funcionam a partir de uma estrutura muito bem definida. O formato, na maioria das vezes é parecido com conteúdo jornalístico, porém, nesse caso o conteúdo é viralizado de forma rápida e eficaz, com auxílio de robôs para o compartilhamento de informações.

Por isso, cada vez mais, torna-se necessário combater fake news, inclusive as ambientais. Separamos algumas dicas de como fazer isso:

1. Seja cético com as manchetes
Notícias falsas frequentemente trazem manchetes apelativas em letras maiúsculas e com pontos de exclamação.

2. Olhe atentamente para a URL
Uma URL semelhante à de outro site ou um telefone pode ser um sinal de alerta para notícias falsas. Compare a URL com a de veículos de imprensa estabelecidos.

3. Investigue a fonte
Certifique-se de que a reportagem tenha sido escrita por uma fonte confiável e de boa reputação. Se a história for contada por uma organização não conhecida, verifique a seção “Sobre” do site para saber mais sobre ela.

4. Fique atento a formatações incomuns
Muitos sites de notícias falsas contêm erros ortográficos ou apresentam layouts estranhos. Redobre a atenção na leitura se perceber esses sinais.

5. Considere as fotos
Notícias falsas frequentemente contêm imagens ou vídeos manipulados. Algumas vezes, a foto pode ser autêntica, mas ter sido retirada do contexto. Você pode procurar a foto ou imagem para verificar de onde ela veio.

6. Confira as datas
Notícias falsas podem conter datas que tenham sido alteradas, por exemplo.

7. Verifique as evidências
Verifique as fontes do autor da reportagem para confirmar que são confiáveis. Falta de evidências sobre os fatos ou menção a especialistas desconhecidos pode ser uma indicação de notícias falsas.

8. Busque outras reportagens
Se nenhum outro veículo na imprensa tiver publicado uma reportagem sobre o mesmo assunto, isso pode ser um indicativo de que a história é falsa.

9. Só compartilhe quando tiver certeza que não é fake news!
Pense de forma crítica sobre as histórias lidas e compartilhe apenas as notícias que você sabe que são verossímeis.

Uma outra dica é conhecer o Fakebook.eco — plataforma lançada pelo Observatório do Clima — em parceria com o portal de notícias ambientais e científicas para combater a desinformação ambiental.

Para além dessas dicas trazidas, a educação possui um papel essencial no combate às fakes news em geral e, nesse caso, as ambientais.

A educação no combate às fake news

A escola é um ambiente propício para a criação de uma cultura de formação crítica e autônoma de pensamento. Mas, para isso ser efetivo, é preciso ampliar o letramento digital para fora dos muros da escola, transformando todos os lugares possíveis em áreas de influências educativas, seja promovendo formações, debates, materiais de divulgação nas redes sociais apoiados por projetos ou ampliando o debate até mesmo com os mais próximos.

Dessa forma, é possível pensar na possibilidade de consumidores de conteúdo (e também fabricadores) mais críticos ao que leem e escrevem, entendendo quais são suas responsabilidades diante das redes, gerando um uso mais consciente desses dispositivos. A partir disso, pode-se pensar em o desenvolvimento de um pensamento mais transdisciplinar, portanto, mais autônomo, no qual o letramento digital não restringe-se apenas ao uso das tecnologias de maneira instrumental, mas para além disso, instiga a reflexão sobre a presença e a consequência delas no mundo atual.

Referências

Plataforma é lançada para combater fake news ambiental e dados distorcidos. Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2020/06/09/plataforma-e-lancada-para-combater-fake-news-ambiental-e-dados-distorcidos.htm

O que move as fake news. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/11824/o-que-move-as-fake-news.

A importância da educação digital no combate à fake news. Disponível em: https://guilhermetaiar.jusbrasil.com.br/artigos/537865668/a-importancia-da-educacao-digital-no-combate-a-fake-news

A educação é o mais eficiente instrumento contra as fake news. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/espaco-do-estudante/a-educacao-e-o-mais-eficiente-instrumento-contra-as-fake-news/

12/05/2022

Publicado por Moderador edukatu
das Equipes Conhecendo o Edukatu

6 Comentários

3 comentários anteriores
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Moderador

Agradecemos muito, Marcelo! <3

0
0
7 meses

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Anna Luiza Pereira

Importante!

2
0
7 meses

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Brayan

Verdade

1
0
6 meses

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